Patti Smith, conhecida por trazer um lado feminino ao punk em 75’, o que não foi de difícil simbiose dada a sua inata masculinidade… Talvez seja das minhas vozes femininas preferidas, rendi-me completamente há já alguns anos ao tema “people have the power” do seu álbum de 88’ Dream of Life. A música transmitia uma energia singular, a sua voz pujante e lírica saía do meu espaço e ecoava no mundo.
Patti Smith “people have the power”
O seu novo projecto Twelve é um álbum de covers, sempre as defendi e depois de ver trabalhos como este só me dá vontade de gritar ao mundo da música e dizer… façam covers!! façam covers!!! :))))
Patti Smith “everybody wants to rule the world” (Tears For Fears)
Track listing
“Are You Experienced?” (Jimi Hendrix) “Everybody Wants to Rule the World” (Tears For Fears) “Helpless” (Neil Young) “Gimme Shelter” (Rolling Stones) “Within You Without You” (The Beatles) “White Rabbit” (Jefferson Airplane) “Changing of the Guards” (Bob Dylan) “The Boy in the Bubble” (Paul Simon) “Soul Kitchen” (The Doors) “Smells Like Teen Spirit” (Nirvana) “Midnight Rider” (The Allman Brothers Band) “Pastime Paradise” (Stevie Wonder) “Everybody Hurts” (R.E.M.) (exclusive Target stores-only bonus track)
Reparem, tudo covers de vozes masculinas mas de outra forma ela não saberia cantar…mesmo com os seus já 61 anos, alma e pujança na sua voz;)
Banda formada em 2003 nos arredores de glasgow. Fazem parte do catálogo da Fat Cat e foi isso que me despertou a curiosidade. Como seria de esperar, as minhas espectativas não foram defraudadas, o que mostra que esta editora é por si só um garante de qualidade. O som é bastante marcante, catártico, baseado na guitarra e no acordeão para criar atmosferas voláteis e melancólicas, preenchidas com o forte sotaque escocês de james graham.
Até há bem pouco tempo não sabia nada sobe este gajo curtido que é o Pop Levi! Numa das minhas passagens por um dos diversos sites de reviews que existem por aí, chamou-me o facto da sinopse em relação ao seu último álbum ser a seguinte: "Sexy, stomping, glamorous electro-rock and roll". Ora bem, para mim isto são ingredientes bastante fortes para não poder deixar passar em claro, e de modo que comecei a dedicar-me à posterior audição!
Para ser sincero, na globalidade não achei o trabalho nenhuma obra-prima, começa de forma fulgurante com o excelente tema de abertura "Sugar Assault Me" (ver o clip abaixo), prossegue com mais dois ou três temas bastante bons onde "Pick Me Up Uppercut" é um deles, mas a partir da segunda metade entra numa toada manhosa de pop convencional e algo xaroposa sem acrescentar nada de novo à humanidade!
De qualquer modo este "Sugar Assault Me" vale por todo o álbum! Se houver por aí algum DJ que passe esta música nalgum bar diga-me por favor para eu ir lá dar um pezinho de dança! É que começo a ficar agastado de só dançá-lo em casa! Shake it Baby!
Jay-Jay Johanson, suéco, melancólico e compositor de música electrónica com uma pitada de piano sempre que possível. Principal responsável por me apresentar o estilo trip-hop em meados de 97 com o seu álbum de estreia Whiskey… bem não preciso dizer mais nada… eu = portuguesa = melancólica e por sinal melómana… fiquei Jay-Jay waiting new album dependente! O seu estilo pinante/tímido/freak à Jarvis Cocker conquistou-me no primeiro instante com o tema “So tell the girls that I am back in town”.
Whiskey, Tattoo e Poison, os três primeiros álbuns que me encheram de emoções vertiginosas! Quando pensava que já tinha descortinado todo o álbum eis que descobria mais uma pérola algures como em “Jay-Jay Johanson” Tattoo (avez vous des enfants? not that I know…)
Ao mesmo tempo em Poison senti que nada mais me ia surpreender, foi então que suprimi todo o meu pensamento ao ouvir Antenna, um formato electroclash, desta vez relembrando o camaleão David Bowie, em que a sua postura (ele/ela) surpreende e muito! Bem como o timing e sensibilidade para com os seus preciosos ouvintes, também em Rush com os seus novos loops e samples.
Agora, o novo álbum The Long Term Physical Effects Are Not Yet Known traz-nos recordações dos primeiros três álbuns, aquela sensação de que fomos de férias e do bem que sabe voltar a casa:)
Brilhante compositor com o qual o português Karl dos Santos teve a sorte de trabalhar no videoclip para a música "She doesn't live here anymore" do último álbum. A Escola de Arte de Estocolmo cruzou o destino deste português com Jay-Jay Johanson e os palcos farão o mesmo no final do mês de Junho a milhares de portugueses. No dia 20, actua no Auditório de Espinho, dia 21 no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, Lisboa e dia 22 no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. Bom concerto;)
Tenho em mim que me deparei perante uma grande "descoberta", o mesmo que senti quando ouvi interpol pela primeira vez. Os 120 days são um quarteto noruegues com musica enraizada nos anos 80, como apanagio de muitas bandas desta primeira década do sec XXI com mais ou menos sucesso. O electro, post punk, rock e até um cheirinho de gothic rock definem a sonoridade.
Estava eu a dar uma pequena organização à ala poente da minha mp3teca quando se esboçou na minha mente mais este duelo:
VS
Jesus Christ Superstar by Andrew Lloyd Webber Origem: 1970 (álbum), 1971 (musical na Broadway e West End), 1973 (filme) Género: Ópera-Rock, Gospell Sinopse: lembro-me de quando era puto que o meu pai tinha uma daquelas cassetes de 8 pistas (aqui para quem nunca viu) do álbum. Assim que apareceu fui a correr e a saltar comprar a edição em CD. wikipedia para o álbum
Primal Scream Origem: Glasgow, Scotland in 1984 Género: algures entre o indie-pop, hard-rock e o dance-rock. Sinpopse: mais do que a obra (que já vai sendo vasta) foi esta a música que me bateu, com o passar dos anos e ao fim de inúmeras audições não me canso de a ouvir sempre mais uma vez! wikipedia pró artista
Desde 1994, ano do álbum de estreia dos extraordinários dEUS, que tenho acompanhado com alguma atenção a “sui generis” carreira do senhor Rudy Trouvé. Como fã incondicional da banda belga não foi só a carreira de Rudy Trouvé que mereceu a minha atenção, mas também a de Tom Barman, Stef Kamil Carlens e de muitos outros belgas que de uma forma ou de outra fizeram parte da então chamada “Antwerpian Music Scene”! Mas o percurso de Rudy é de facto único, em 1991 com 24 anos foi morar para um antigo bordel com 2 amigos para terem liberdade artística. Durante este período fizeram-se desenhos, pinturas, vídeos experimentais e muita música, foi daqui que saíram os Kiss My Jazz e esboços de muitos outros projectos musicais em que Rudy andaria metido. A este local de efervescência artística foi chamado Heavenhotel!
Prolífero como é, Rudy Trouvé nunca mais parou até hoje, os projectos musicais em que participou são às dezenas, além dos dEUS e Kiss My Jazz conta-se Dead Man Ray, Gore Slut, Lionell Horrowitz And His Combo, Cynthia Appleby And Friends, The Rudy Trouvé Sextet entre muitos muitos outros. Além disto tudo ainda arranja tempo para pintar, penso até que a pintura é a sua expressão artística de eleição e pode ser apreciada nas front covers dos álbuns da maioria destes projectos.
O post de hoje existe para dar a conhecer a última aventura de Rudy, The Love Substitutes é um projecto de música improvisada tão ao seu estilo e que tem o acompanhamento de um outro senhor que não é novo nestas lides, nada mais nada menos que outro antigo guitarrista dos dEUS, Craig Ward. Som experimetal e avant-garde sem nunca perder o sentido melódico que tanto aprecio na sonoridade da cena musical de Antuérpia. Presto-te vassalagem, oh grande Rudy!
Pois é, os Low têm um novo albúm e algumas novidades na sonoridade a que nos habituaram. Depois de The Great Destroyer nos revelar uns Low mais pesados, abusando mais da guitarra, este Drums and Guns revela-se mais apoiado nas batidas por vezes com o uso de samplers. Confesso que a banda me tem vindo a surpreender pela positiva, desde que os conheci com o fabuloso I could live in hope (1994) passando por Things we lost in the fire (2001), um dos albuns que mais me marcou até hoje ombreando com Grace de Jeff Buckley e Disintegration dos The Cure, acabando em The Great Destroyer (2005) e agora neste Drums and Guns. Por tudo isto estou desejoso de os rever no paradiso a 7 de maio. Carla se quiseres vir fazer-me uma visita essa é uma excelente altura, assim podes desforrar-te de Vigo :). O convite está feito! De referir ainda que o baixista zak sally abandonou a banda em outubro de 2005 e foi substituido por matt livingstone.
Low - Breaker
Tenho mais uma boa nova... há cerca de uma semana foi-me dada a conhecer uma empresa de nome fabchannel que grava concertos em duas salas de amsterdão, o paradiso e o melkweg. Alguns destes concertos podem ser vistos on line e em directo, sendo que os restantes estão disponiveis, por inteiro, num arquivo com uma lista bastante extensa de bandas. Para aproveitar a embalagem deixo aqui o concerto completo dos Low em 2005 no paradiso. Deliciem-se!
Hoje trago ao scribophone o novo albúm de Andrew Bird por dois motivos:
1º Li no blitz que estão a oferecer 10 exemplares deste albúm, clicar aqui e boa sorte;)
2º Ao que parece o Sr. gostou de estar cá há 2 anos e por isso mesmo tem já três datas agendadas para actuar em Portugal (Teatro Gil Vicente, Coimbra, 30 de Maio, Cinema São Jorge, Lisboa, 31 de Maio, Theatro Circo, Braga, 1 de Junho).
Mais do que ouvir os albúns e porque Andrew Bird garante excelentes espectáculos ao vivo repletos de pormenores músicais e sempre desiguais, recomendo! Vale bem apena ir ver:)
Sei muito pouco acerca destes senhores. Posso dizer-vos que se trata de um duo franco-americano composto por Lori Sean Berg e Shane Aspegren. O album "form of..." chegou-me aos ouvidos por intermédio do meu "housemate" Benoit, que também me tem mostrado outras sonoridades interessantes e mais ligadas ao jazz, tais como Bumcello, Julien Lourau e Mukta. Os bsn têm um som muito característico, uma mescla de jazz, sons electronicos minimalistas e rock. Ambos os membros tocam bateria e sabem conjugar na perfeição a delicadeza dos sons produzidos pelas máquinas com a dureza da bateria. Os seguintes videos foram filmados na Dinamarca em 2004, num concerto em AArhus.