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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

sortido 2007














a sunny day in glasgow :: scribble mural comic journal
amon tobin :: foley room
andrew bird :: amchair apocrypha
apples in stereo :: new magnetic wonder
arcade fire :: neon bible
artic monkeys :: favourite worst nightmare
arve henriksen :: strjon
at swim two birds :: returning to the scene of crime
band of horses :: cease to begin
barbara lahr :: undo undo
bat for lashes :: fur and gold
battles :: mirrored
beirut :: the flying club cup
benni hemm hemm :: kajak
björk :: volta
black moth super rainbow :: dandelion gum
bloc party :: a weekend in the city
blonde redhead :: 23
bright eyes :: cassadaga
caribou :: andorra
cass mccombs :: dropping the writ
castanets :: in the vines
clap your hands say yeah :: some loud thunder
client :: heartland
clientele :: god save the clientele
cocorosie :: the adventures of ghosthorse and stillborn
dan deacon :: spiderman of the rings
dakota suite :: waiting for the dawn to crawl through and take away your life
david vandervelde :: the moonstation house band
dean and britta :: back numbers
deerhoof :: friend opportunity
deerhunter :: cryptograms
devendra banhart :: smokey rolls down thunder canyon
dirty projectors :: rise above
elliott smith :: new moon
efterklang :: parades
explosions in the sky :: all of a sudden i miss everyone
feist :: the reminder
frida hyvönen :: frida hyvönen gives you: music from the dance performance pudel
god is an astronaut :: far from refuge
gnac :: the arrival of the fog
gravenhurst :: the western lands
hanne hukkelberg :: rykestrasse 68
high llamas :: can cladders
hooverphonic :: president of the lsd golf club
howe gelb :: upside down home
husky rescue :: ghost is not real
interpol :: our love to admire
iron and wine :: the shepherds dog
jay-jay johanson :: the long term physical effects are not yet known
john cale :: circus live
jose gonzalez :: in our nature
josh ritter :: the historical conquests of josh ritter
keren ann :: keren ann
klaxons :: myths of the near future
laura veirs :: saltbreakers
lcd soundsystem :: sound of silver
low :: drums and guns
lindstrom and prins thomas :: reinterpretations
menomena :: friend and foe
mice parade :: mice parade
midnight juggernauts :: dystopia
minus the bear :: planet of ice
modest mouse :: we were dead before the ship even sank
moonbabies :: moonbabies at the ballroom
new pornographers :: challengers
nina nastasia and jim white :: you follow me
nancy elizabeth :: battle and victory
nine horses :: money for all
no age :: weirdo rippers
of montreal :: hissing fauna, are you the destroyer?
okkervil river :: the stage names
panda bear :: person pitch
patrick wolf :: the magic position
people press play :: self titled
peter bjorn and john :: writer’s block
piano magic :: part monster
pj harvey :: white chalk
robert wyatt :: comicopera
sally shapiro :: disco romance
sea and cake :: everybody
shout out louds :: our ill wills
siouxsie :: mantaray
sondre lerche and the faces down :: phantom punch
spoon :: ga ga ga ga ga
stars :: do you trust your friends (the remixes)
stars :: in our bedroom after the war
stereo total :: paris-berlin
susumu yokota :: love or die
the besnard lakes :: the besnard lakes are the dark horse
the bird and the bee :: the bird and the bee
the cinematic orchestra :: ma fleur
the go! team :: proof of youth
the go find :: stars on the wall
the good, the bad and the queen :: the good, the bad and the queen
the national :: boxer
tough alliance :: new chance
tujiko noriko :: solo
tunng :: good arrows
ulrich schnauss :: goodbye

100 álbuns que acordaram os meus sentidos no ano 2007;)

sábado, 29 de setembro de 2007

Tunng "good arrows" 2007

De volta à folktronica dos Tunng:)

Terceiro álbum da banda londrina lançado em Agosto passado, pouco mais de um ano após “comments of the inner chorus”. Vou fazer referência ao álbum apesar de ter uma opinião que possa parecer incoerente. “good arrows” apresenta músicas de um só nome simples em cada música, nome representado em cada letra. As músicas parecem experiências um pouco de quem quer introduzir novidade ou diferença, por vezes os glitches que se tentam enquadrar num tempo parecem pertencer a outro, vozes de criancinhas a gritar “ei!” em “arms” ou as guitarradas em “soup” ou o som dos sinos e ambulâncias misturado com as vozes de pessoas e de latas em “cans”, enfim sons não faltam! Acho que prima pela diferença, não é de todo um álbum homogéneo, só ainda não descobri se simpatizo com tanta miscelânea introduzida como que com a função de simbolizar melhor as letras e as músicas, ou se simplesmente o acho exagerado e alguns sons soariam melhor mudos… No entanto... músicas como “bricks” ou “bullets” fazem-me aproximar do álbum e dos Tunng;)


“Bullets” Tunng

E para relembrar a fantástica cover da música dos Bloc Party “the pioneers” deixo o link do myspace;)

http://www.myspace.com/thisistunng

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

People Press Play "self titled" (2007)

“self titled” é o álbum de estreia da banda dinamarquesa lançada pela Morr Music. Editora de vários outros trabalhos que tão bem aliciaram os nossos sentidos, álbuns marcantes de emoções fortes desempenhadas por bandas como Lali Puna ou Múm, entre outros. Como seria de esperar certas semelhanças típicas existem, fantástico é encontrar as que procuramos para acalentar os nossos ouvidos sedentos de magia auditiva… “self titled” sons electrónicos, mundo de batidas downtempo que acompanham a voz feminina da alemã Sara Savery. No myspace deste quarteto que inclui três membros dos Future 3, encontram quatro das músicas do projecto e não estanhem o alongado e repetitivo som de “before me” ao ouvir todo o seguimento do álbum tem enquadramento perfeito… Boa estreia dos People Press Play;)

www.myspace.com/peoplepressplay

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Laura Veirs "saltbreakers" (2007)


Sexto álbum da americana singer/songwriter. Um álbum folk, misto, músicas que se alternam aceleradas/calmas. Esperamos poder contar com ela novamente na Invicta!


Laura Veirs "cast a hook in me"


Deixo aqui o link (myspace) da artista onde podem encontrar uma das minhas músicas preferidas “don’t lose youself”. Ainda ninguém se lembrou de pôr um vídeo pinta no youtube desta música e também não encontrei nenhum link/mp3 pra colocar aqui no scribophone, mas não queria deixar passar o post sem este registo;)

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Keren Ann "keren ann" (2007)

De volta à normalidade…

Quinto álbum de Keren Ann Zeidel, desta vez todo em inglês. A israelita/parisiense/nova iorquina que manuseia fluentemente guitarra, piano e clarinete, produtora e cantautora. Apresenta este registo que respira uma voz angélica e prolongada perdida num baú com fundo de piano de cauda, sensual, voluptuoso, com enumeras surpresas cravado no sótão secreto. Letras cantadas por vezes sussurros, melancolia alegre e devaneios. Até o quase silêncio vocal em “caspia” é bem aplaudido para despoletar o saudosismo de sons de outra época...

Keren Ann “Lay Your Head Down”

Girls Bands... ambas de um lugar começado por B…

Hoje apetece-me falar mal… Nada melhor que dois belos exemplos da actualidade!

Au Revoir Simone “the bird of music” (2007)


O segundo álbum de mais um trio. Desta vez todas meninas e de Brooklyn, normalmente acompanhadas por três teclados em palco. Praticamente estreantes, com um álbum auto-editado em 2005. Projecto num formato pop electrónica, simples e descontraído em seguidos episódios conduzidos por sintetizadores. Dizem elas que quanto pior for o teclado mais elas gostam de tocar, porque será?...

Au Revoir Simone “fallen snow”


Electrelane “no shouts no calls” (2007)


O quarteto feminino de Brighton lançou recentemente o seu quarto álbum. Projecto fabricado por bateria e guitarras exaustivas, com vozes alternadamente ora instrumentais, ora embaladoras de palavras. Insípido e sem qualquer tipo de inovação mas isso não seria mau, por vezes um revivalismo é muito bem-vindo, não é o caso. Posto isto, nada melhor do que ler a já confirmada notícia da sua presença no festival Paredes de Coura…

Electrelane “to the east”

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Blonde Redhead "23" (2007)


Os Blonde Redhead lançaram recentemente mais um novo projecto que certamente vamos ouvir muitas vezes… O trio acarreta o peso do titulo de uma música da banda DNA de Arto Lindsay. Até hoje com os seus sete álbuns editados faz jus ao som e carreira que figuram. A japonesa Kazu Makino e os dois gémeos italianos brincam com sons desta vez num universo mais electrónico. Confesso que entre outros, estou completamente rendida aos temas “the dress” e “silently”, deixo aqui o álbum para ouvir na integra…



… e vídeos, o segundo realizado por Mike Mills (uma pose por segundo) e por último uma entrevista sobre a criação deste álbum;)


quarta-feira, 13 de junho de 2007

viró disco e tocó mesmo… e que bem que ele toca!


Dakota Suite “waiting for the dawn to crawl through and take away your life” (2007)

Incrível como Chris Hooson parte sempre da mesma matéria-prima e a forma como pouco a transforma… É ofegante o formato expresso em sons melancólicos de já conhecidas formas… No mesmo meio reverte sensações… ofegante sim mas repetitivo nunca…mágico!







Hanne Hukkelberg “rykestrasse 68” (2007)

Outrora por outras paragens já referi o nome desta norueguesa, um pouco como em “little things” este álbum é uma mistura de tlimtlims, como teclas de uma máquina de escrever antiga e voz por vezes :) por vezes :( … espírito infantil ou fantasmagórico… excelente!

Nota: Hanne Hukkelberg vai estar presente pela primeira vez em Portugal no Lux (Lisboa) para apresentação do novo álbum nos próximos dias 14 e 15 de Junho.





The Cinematic Orchestra “ma fleur” (2007)

Altos e baixos arrepiantes, com a participação de Fontella Bass (cantora americana de soul) e Lou Rhodes (Lamb). A moderada pitada jazzística marca a pouca diferença mas sempre num timbre nostálgico… O noviço Patrick Watson está também presente neste cintilante click instrumental… “simplicidade” soberba!




sexta-feira, 25 de maio de 2007

Patti Smith "Twelve" (2007)


Patti Smith, conhecida por trazer um lado feminino ao punk em 75’, o que não foi de difícil simbiose dada a sua inata masculinidade… Talvez seja das minhas vozes femininas preferidas, rendi-me completamente há já alguns anos ao tema “people have the power” do seu álbum de 88’ Dream of Life. A música transmitia uma energia singular, a sua voz pujante e lírica saía do meu espaço e ecoava no mundo.

Patti Smith “people have the power”



O seu novo projecto Twelve é um álbum de covers, sempre as defendi e depois de ver trabalhos como este só me dá vontade de gritar ao mundo da música e dizer… façam covers!! façam covers!!! :))))

Patti Smith “everybody wants to rule the world” (Tears For Fears)



Track listing

“Are You Experienced?” (Jimi Hendrix)
“Everybody Wants to Rule the World” (Tears For Fears)
“Helpless” (Neil Young)
“Gimme Shelter” (Rolling Stones)
“Within You Without You” (The Beatles)
“White Rabbit” (Jefferson Airplane)
“Changing of the Guards” (Bob Dylan)
“The Boy in the Bubble” (Paul Simon)
“Soul Kitchen” (The Doors)
“Smells Like Teen Spirit” (Nirvana)
“Midnight Rider” (The Allman Brothers Band)
“Pastime Paradise” (Stevie Wonder)
“Everybody Hurts” (R.E.M.) (exclusive Target stores-only bonus track)

Reparem, tudo covers de vozes masculinas mas de outra forma ela não saberia cantar…mesmo com os seus já 61 anos, alma e pujança na sua voz;)

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Jay-Jay Johanson "The Long Term Physical Effects Are Not Yet Known" (2007)

Jay-Jay Johanson, suéco, melancólico e compositor de música electrónica com uma pitada de piano sempre que possível. Principal responsável por me apresentar o estilo trip-hop em meados de 97 com o seu álbum de estreia Whiskey… bem não preciso dizer mais nada… eu = portuguesa = melancólica e por sinal melómana… fiquei Jay-Jay waiting new album dependente! O seu estilo pinante/tímido/freak à Jarvis Cocker conquistou-me no primeiro instante com o tema “So tell the girls that I am back in town”.


Whiskey, Tattoo e Poison, os três primeiros álbuns que me encheram de emoções vertiginosas! Quando pensava que já tinha descortinado todo o álbum eis que descobria mais uma pérola algures como em “Jay-Jay Johanson” Tattoo (avez vous des enfants? not that I know…)



Ao mesmo tempo em Poison senti que nada mais me ia surpreender, foi então que suprimi todo o meu pensamento ao ouvir Antenna, um formato electroclash, desta vez relembrando o camaleão David Bowie, em que a sua postura (ele/ela) surpreende e muito! Bem como o timing e sensibilidade para com os seus preciosos ouvintes, também em Rush com os seus novos loops e samples.


Agora, o novo álbum The Long Term Physical Effects Are Not Yet Known traz-nos recordações dos primeiros três álbuns, aquela sensação de que fomos de férias e do bem que sabe voltar a casa:)



Brilhante compositor com o qual o português Karl dos Santos teve a sorte de trabalhar no videoclip para a música "She doesn't live here anymore" do último álbum. A Escola de Arte de Estocolmo cruzou o destino deste português com Jay-Jay Johanson e os palcos farão o mesmo no final do mês de Junho a milhares de portugueses. No dia 20, actua no Auditório de Espinho, dia 21 no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, Lisboa e dia 22 no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. Bom concerto;)



quinta-feira, 22 de março de 2007

Andrew Bird "Armchair Apocrypha" (2007)

Hoje trago ao scribophone o novo albúm de Andrew Bird por dois motivos:

1º Li no blitz que estão a oferecer 10 exemplares deste albúm, clicar aqui e boa sorte;)

2º Ao que parece o Sr. gostou de estar cá há 2 anos e por isso mesmo tem já três datas agendadas para actuar em Portugal (Teatro Gil Vicente, Coimbra, 30 de Maio, Cinema São Jorge, Lisboa, 31 de Maio, Theatro Circo, Braga, 1 de Junho).

Mais do que ouvir os albúns e porque Andrew Bird garante excelentes espectáculos ao vivo repletos de pormenores músicais e sempre desiguais, recomendo! Vale bem apena ir ver:)

Andrew Bird & Martin Dosh "Simple X"

segunda-feira, 12 de março de 2007

At Swim Two Birds "Returning to The Scene of the Crime…" (2007)

O fantástico Roger Quigley vocalista dos The Montgolfier Brothers tem um novo lançamento do seu projecto a solo At Swim Two Birds, nome correspondente a um livro do escritor irlandês Flann O’Brien.

"returning to the scene of the crime…" traduz-se num meio poético de pormenores do quotidiano apoiado numa guitarra acústica. Roger Quigley envolve-nos novamente num espaço de insularidade íntima que se vai despindo de cataclismos sentimentais. Apesar deste álbum ser praticamente uma reedição do “1969 till god knows when” é mais um momento de supremacia especial em líricas e voz aconchegante que este fã dos The Fall nos oferece.

“laziness and the lack of the right medication” At Swim Two Birds

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Frida Hyvönen "Frida Hyvönen Gives You: Music From The Dance Performance Pudel" (2007)

Apresento hoje a europeia Frida Hyvönen nascida em 1977 na Suécia. Som caracterizado por uma voz feminina que tão depressa voa dos graves aos agudos acompanhados por um piano que se faz sentir em líricas que flutuam entre o fugaz humor e a mais íntima sexualidade descrita por um momento que deambula entre voz e dedos que bem plagiam sensações num emotivo teclado. Músicas de efémeros momentos repletos de sentimentalismos com sabor a enumera vontade de mais, muito mais… “Until Death Comes” já tinha sido uma muito boa surpresa, desta vez "Frida Hyvönen Gives You: Music From The Dance Performance Pudel" é o início de uma série de projectos em que Frida expressa tudo o que entende: música instrumental, líricas ou até "a new, very foul language" como a própria rotula. As músicas deste álbum foram inicialmente escritas para o bailado Pudel dirigido por Dorte Olsen, em Setembro Frida decidiu gravar o álbum com uma pequena orquestra o resultado foi lançado dia 24 de Janeiro 2007 pela Licking Fingers uma harmoniosa voz numa conjugação artística e sinfónica brilhante.

Frida Hyvönen "the modern"


Frida Hyvönen "once i was a serene teenage child"


www.fridahyvonen.com

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Hoje pela primeira vez em Portugal @ Nine Inch Nails @


Hoje é um dia importante para mim e para a história da música em Portugal. Apesar de bastante tardio, ao fim de tantos anos Trent Reznor lá veio... É hoje o primeiro de 3 dias consecutivos de concertos no Coliseu de Lisboa de uma tournée europeia que terá início em Portugal.
Se ele imaginasse o significado que teria para a geração do “broken” e do “the downward spiral” ter estado presente num concerto dele na altura… bem nem quero pensar… o histerismo que teria sido, os dias antes sem dormir, o espírito cansado de tanto sonhar e nos dias após sem saliva de tanto falar dele… enfim, teria sido grande cena!!!
Eu como fã incondicional de industrial e tendo sido Trent Reznor dependente durante a adolescência e sendo ele uma das maiores referencias em música para mim não poderia deixar passar este momento despercebido.

Michael Trent Reznor, americano nascido no estado da Pensilvânia, desde cedo se dedicou à música. Aos 5 já tocava piano, anos depois saxofone e tuba e pertenceu a grupos de jazz. Na escola foi eleito o melhor actor dramático em peças de teatro, o que não admira dada a sua capacidade de isolamento, anti-social, uma mente que fervilhava pensamentos num mundo próprio. Olhando para o trabalho de Trent Reznor vê-se nas suas letras o turbilhão de ideias que fabricava, o engenho que tem para compor, a firmeza que tem para liderar as várias equipas de músicos que já trabalharam com ele, o efeito que este informático introduziu no mundo da música e até mesmo na informática produzindo bandas sonoras para os jogos Quake, Tomb Raider (jogo/filme) e era pra ter sido também para o Doom 3 mas parece que não ouve um acordo financeiro. Já antevia eu esta boa conjugação pois na altura tentava jogar Doom 1 e Wolfenstein ao som dos NIN ou qualquer outra banda industrial mas sempre fiquei enjoada a jogar jogos 3D, preferia mais um Indiana Jones and the Fate of Atlantis, sempre gostei muito dos jogos da Lucas Arts:) Mas não dispersando uma vez que o assunto Trent Reznor pra mim daria pra páginas e páginas da minha vida…

Também o mundo do cinema não ficou impune à sua genialidade produziu trabalhos para as bandas sonoras de filmes que marcaram a minha geração. Em “The Crow” depois de ter ido ver o filme três vezes ao cinema, filme que eternizou Brandon Lee em que se faziam os vários repeats já depois em VHS da cena do tiroteio pra ver qual a bala que o tinha morto e que sabor tinha a cover “dead souls” de Joy Division produzida pelos NIN para esse filme, também “burn” e “something i can never have” no filme “Natural Born Killers” de Oliver Stone e mais tarde “the perfect drug” em “Lost Highway” de David Lynch, neste ultimo para além desta música diria até que tem outra, “apple of sodom” sim porque Marilyn Manson foi fruto da produção e genialidade de Trent Reznor, logo tudo o que eles fazem a ele o devem.


Quanto aos álbuns não vou entrar muito na sua descrição nem das músicas porque isso iria obrigar-me a pormenores tipo o minuto na música tal em que entra a voz e “aquele” som, etc. e acho que este post já está a ficar demasiado longo…
Os álbuns já por si são muito bons mas as remisturas não se ficam nada atrás! Sempre colei no album de remisturas “further down the spiral” e talvez tenha sido o álbum que ouvi mais vezes até hoje e se não foi…bem… anda lá perto…

O que esperar de Trent Reznor num concerto ao vivo;)




Já está previsto um novo trabalho para o dia 17 de Abril deste ano intitulado “Year Zero” e para já para entreter os fãs vão lançar um DVD da promoção ao vivo do álbum “with teeth” que foi gravado durante o ano passado no próximo dia 27 de Fevereiro.

Ultimamente não tenho sido muito obsessiva com os trabalhos de Trent Reznor principalmente desde o “the fragile” mas vou sempre espreitar volta e meia o que ele anda a fazer e ouço os novos trabalhos mas já com mais medida. A última coisa que ouvi foi resultado deste verão passado e achei super interessante foi principalmente por ter sido na companhia de Peter Murphy que também na adolescência teve um significado especial para mim, principalmente na fase Bauhaus. Neste verão decidiram juntar-se e fazer uma pequena tour com sets de 3/4 músicas para um pequeno grupo de pessoas que ganharam um concurso numa rádio nos States. Os dois deram 4 espectáculos num deles acompanhados por Tv On The Rádio no qual tinham um set de três músicas. Vejam os vídeos dessas músicas e deliciem-se como eu ainda mais se estivesse naquela pequena plateia…;)

“dreams” TV On the Radio



“final solution” Pere Ubu



“bela lugosi’s dead” Bauhaus

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Aoki Takamasa & Tujiko Noriko

Mais uma brisa vinda do oriente. Eu gosto de ouvir dialectos consoante o estilo de música, independentemente de perceber o idioma ou não. O que não significa que desvalorize as letras pois algumas até se tornam mais importantes que o próprio som que a banda produz. Para mim é mais importante a melodia que a voz emite do que propriamente a mensagem. Por exemplo gosto de ouvir songwriters em inglês (british ou americano), bossa-nova em português (brasil), música tradicional em português (pt ou mirandês), industrial em alemão, vozes femininas em francês e música electrónica/experimental em inglês e japonês. Como para mim prevalece sempre o som, ouço a voz como se fosse uma guitarra, um violino, um glitch produzido por um pc, o som de uma harpa, trompete ou piano, não tenho qualquer dificuldade em dar primazia a bandas em línguas que não faço a mínima o que estão a dizer. Tudo isto para dizer que hoje deixo aqui mais uma referência à música japonesa;) Aoki Takamasa & Tujiko Noriko. Inicialmente pensei em fazer este post só referido a Tujiko mas é impossível separá-la de Aoki depois de ouvir o trabalho que fizeram durante 3 anos “28”, nome do álbum escolhido porque na altura ambos tinham 28 anos. Gostava que voltassem a trabalhar juntos num novo projecto, espero é que desta vez não estejam durante 3 anos a trocar CDRs de ficheiros audio, acho que Aoki se devia mudar pra Paris pro pé da Tujiko:) Ambos têm carreiras brilhantes a solo. Tujiko vai lançar mais um álbum “Solo” agora em Fevereiro e Aoki acabou de lançar “Parabolica”.

Tujiko Noriko - Hard Ni Sasete “Fly” (2001)


Tenho pena que o próximo vídeo (remix da música anterior) não esteja completo porque é uma das minhas músicas preferidas do álbum “28” de qualquer das formas aqui fica para dar uma ideia;)

Aoki Takamasa & Tujiko Noriko – 28 “Fly2” (2005)


Aoki Takamasa - Silicom “Kes” (2001)

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Motohiro Nakashima "I Dreamt Constellation Sang" (2006)


Quando era criança Motohiro Nakashima costumava ir para o telhado da casa dos seus pais acompanhado pelo seu walkman e olhar para as estrelas… “I Dreamt Constellation Sang” pretende segundo afirmou recriar esses seus momentos de refúgio. Num mundo glitch, Nakashima compõe hoje em formato digital as estrelas que vira/ouvira outrora e muito bem… A guitarra acústica domina sons que tocam o ambientalismo operando num enquadramento digital da electrónica.

Clicar para ouvir o álbum

Motohiro Nakashima "Stanly Park"



A editora Lo surpreende com sons alternativos Loaf: Lo Alternative Frequencies onde podemos encontrar este projecto e outros também muito interessantes como Spetac e Vincent Oliver, dêem uma espreitadela;)

www.l-o-a-f.com

domingo, 14 de janeiro de 2007

dat politics "wow twist" 2006

Dat Politics, o trio francês frenético, inconstante e electrizante, fruto de uma utilização abusivamente selvagem de sons produzidos em laptops. Wow Twist, combina vozes infantis maquiavélicas com sons pop/punk-electronica, uma explosão hilariante e festiva que pequenos chips/jovens irreverentes talentosos compõem e se traduzem em pulos de histerismo total! Uma atmosfera excêntrica de um power-pop contagiante! Sem dúvida o álbum energético mais divertido que ouvi de 2006:)

Se não transmiti com toda a clareza a loucura que este álbum provoca, houve alguém que o fez por mim! Vejam o vídeo caseiro;)

dat politics "my toshiba is alive"

www.datpolitics.com

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

dub tractor "hideout" 2006


“hideout” uma agradável surpresa do dinamarquês Anders Remmer. Conhecido pelos projectos Future 3 e System em comum com Thomas Knak (Opiate) e Jesper Skaaning (Acoustic). Neste projecto a solo onde a electrónica e indie se encontram, ouvem-se umas batidas electrónicas que por vezes se silenciam para ouvir uma guitarra acústica que parece apenas permitir o protagonismo da voz de Remmer, por vezes também dividido com uma voz feminina. As nove músicas são coerentes entre si, todo o álbum apresenta sons prolongados desde o início até que a musica expira. Apesar de ter uma música intitulada “faster” é um álbum bastante lento para ouvir com calma e apreciar o momento;)




sábado, 6 de janeiro de 2007

Camille / Melanie Pain / Phoebe Killdeer

Mais vozes femininas;)
Interpretes inicialmente sem qualquer carreira como cantoras e até algumas sem conhecerem os temas a que iriam dar voz … estou a falar das vozes femininas que fazem parte do projecto francês de versões, criado por Olivier Libaux e Marc Collin – Nouvelle Vague. Depois dos dois álbuns lançados com grande variedade de intervenientes, muito era de esperar destas vozes genuínas que anteviam um futuro promissor. Actualmente já com trabalhos editados ou prestes a isso… vamos espreitar um pouco o trabalho de três delas (as vozes que mais gostei).

Camille - Camille “Le Fil” 2005














Melanie Pain - Villeneuve “First Date” 2005














Phoebe Killdeer - True Stories “Crazy Girls” 2005

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

post industrial boys "trauma" 2006

Post Industrial Boys, é um projecto de George Dzodzuashvili (Gogi.Ge.Org) que num estilo experimental/electronico/avant pop nos cativa com sons vindos de uma desconhecida Tbilisi, capital da actual República da Georgia, situada entre a Europa e a Ásia. "Trauma" é o seu segundo albúm composto por vinte temas onde num cenário de conflitos e subdivisões territoriais/políticas nos transmite um momento de grande união cultural ao brindar-nos com uma preciosa cover da música "take a walk on the wild side" de Lou Reed:) Muito bom este albúm!


post industrial boys "trauma" (link para ouvir um bocadinho das músicas do albúm)