Já foram descritos da bonita forma como: 40% Chanson, 20% Rock 'n Roll, 10% Punkrock, 3%D.A.F. (banda alemã dos anos 80), 4% Jacques Dutronc (ícone da música francesa), 7% Brigitte Bardot & Serge Gainsbourg (dispensam qualquer apresentação), 1.5% Cosmonaute (não faço ideia), 10% Sintetizadores do tempo da vóvó, 10% 8-bit Amiga sampling, 10% Amplificadores switching (isto é, de transístores), 1% Instrumentos altamente dispendiosos e avançados. Ok, isto dá acima de 100%, mas os gajos merecem!
Duo franco-germano (Françoise Cactus & Brezel Göring) que se cruzaram em 1993 na bonita cidade de Berlin e desde então se têm entretido no delicioso género musical electro-casio-pop-multilingue! Ora me lembram musicalmente os Vive la Fête como os Ms. John Soda ou até mesmo Pizzicato Five , e visualmente transportam-me para a Battlestar Galactica, Beetlejuice ou os jogos Spectrum! Este Paris-Berlin é o último trabalho dos gajos (o oitavo para ser mais preciso) e mantém-se fiel ao som que lhes é característico, isto é, modernidade e nostalgia 80's em simbiose perfeita!
bem que procurei, mas ainda não existe qualquer vídeo deste último álbum, de modo que deixo aqui um do anterior de 2005 "Do the Bambi!"
Ora bem, depois de alguns dias (largos dias...para lá de um mês) de ausência, aqui estou eu novamente armado em critico musical com a mania que percebo deste assunto! Uma vez que o tempo de clausura foi mais longo que o habitual e durante esse mesmo período não deixei de ouvir música, hoje quero-vos falar de dois projectos musicais que durante o último mês preencheram as playlists cá de casa e do meu mp3 player (sim é verdade, já não tenho viatura para ouvir o sonoro, e para as deslocações também!).
DESTROYER::Your Blues Merge Records, 2004 12 Tracks
Sabia que os “The New Pornographers” são uma super-banda composta por diversos elementos pertencentes à cena indie canadiana, sabia que os “Swan Lake” são um projecto criado por elementos dos “Frog Eyes” e “Wolf Parade”, mas não sabia que a cola que unia todos estes elementos tem o nome de Daniel Bejar e cujo alter ego é precisamente “Destroyer”! Para grande admiração minha, descobri que “Destroyer” já conta com mais de 10 anos no activo e possui o respeitoso número de 9 álbuns editados. Destes 9 ouvi os últimos 3 e digo-vos, o homem é genial! David Bowie, Luke Haines, Conor Oberst ou até Scott Walker podem ser lembrados na música deste senhor. Este Your Blues é aquele que na minha opinião explora com mestria a vertente mais orquestral e épica do homem. Musica brilhantemente construída, grandiosa e sonhadora!
Grande grande descoberta, pelo menos para mim que adoro o cruzamento feito entre o garage punk de uns Detroit Cobras ou Flaming Stars e o revivalismo psicadélico de uns Reverend Horton Heat! Gravado em Nashville (como a sonoridade tão bem nos mostra) este Derdang Derdang é o segundo trabalho destes 3 ingleses que preservam o culto da barba e óculos escuros a fazer lembrar a aparência dos Black Heart Procession! Tenho que ver esta malta ao vivo brevemente, se fossem a Portugal nos próximos tempos, era no Mercedes ou na ZDB que os queria ver!
Até há bem pouco tempo não sabia nada sobe este gajo curtido que é o Pop Levi! Numa das minhas passagens por um dos diversos sites de reviews que existem por aí, chamou-me o facto da sinopse em relação ao seu último álbum ser a seguinte: "Sexy, stomping, glamorous electro-rock and roll". Ora bem, para mim isto são ingredientes bastante fortes para não poder deixar passar em claro, e de modo que comecei a dedicar-me à posterior audição!
Para ser sincero, na globalidade não achei o trabalho nenhuma obra-prima, começa de forma fulgurante com o excelente tema de abertura "Sugar Assault Me" (ver o clip abaixo), prossegue com mais dois ou três temas bastante bons onde "Pick Me Up Uppercut" é um deles, mas a partir da segunda metade entra numa toada manhosa de pop convencional e algo xaroposa sem acrescentar nada de novo à humanidade!
De qualquer modo este "Sugar Assault Me" vale por todo o álbum! Se houver por aí algum DJ que passe esta música nalgum bar diga-me por favor para eu ir lá dar um pezinho de dança! É que começo a ficar agastado de só dançá-lo em casa! Shake it Baby!
Estava eu a dar uma pequena organização à ala poente da minha mp3teca quando se esboçou na minha mente mais este duelo:
VS
Jesus Christ Superstar by Andrew Lloyd Webber Origem: 1970 (álbum), 1971 (musical na Broadway e West End), 1973 (filme) Género: Ópera-Rock, Gospell Sinopse: lembro-me de quando era puto que o meu pai tinha uma daquelas cassetes de 8 pistas (aqui para quem nunca viu) do álbum. Assim que apareceu fui a correr e a saltar comprar a edição em CD. wikipedia para o álbum
Primal Scream Origem: Glasgow, Scotland in 1984 Género: algures entre o indie-pop, hard-rock e o dance-rock. Sinpopse: mais do que a obra (que já vai sendo vasta) foi esta a música que me bateu, com o passar dos anos e ao fim de inúmeras audições não me canso de a ouvir sempre mais uma vez! wikipedia pró artista
Desde 1994, ano do álbum de estreia dos extraordinários dEUS, que tenho acompanhado com alguma atenção a “sui generis” carreira do senhor Rudy Trouvé. Como fã incondicional da banda belga não foi só a carreira de Rudy Trouvé que mereceu a minha atenção, mas também a de Tom Barman, Stef Kamil Carlens e de muitos outros belgas que de uma forma ou de outra fizeram parte da então chamada “Antwerpian Music Scene”! Mas o percurso de Rudy é de facto único, em 1991 com 24 anos foi morar para um antigo bordel com 2 amigos para terem liberdade artística. Durante este período fizeram-se desenhos, pinturas, vídeos experimentais e muita música, foi daqui que saíram os Kiss My Jazz e esboços de muitos outros projectos musicais em que Rudy andaria metido. A este local de efervescência artística foi chamado Heavenhotel!
Prolífero como é, Rudy Trouvé nunca mais parou até hoje, os projectos musicais em que participou são às dezenas, além dos dEUS e Kiss My Jazz conta-se Dead Man Ray, Gore Slut, Lionell Horrowitz And His Combo, Cynthia Appleby And Friends, The Rudy Trouvé Sextet entre muitos muitos outros. Além disto tudo ainda arranja tempo para pintar, penso até que a pintura é a sua expressão artística de eleição e pode ser apreciada nas front covers dos álbuns da maioria destes projectos.
O post de hoje existe para dar a conhecer a última aventura de Rudy, The Love Substitutes é um projecto de música improvisada tão ao seu estilo e que tem o acompanhamento de um outro senhor que não é novo nestas lides, nada mais nada menos que outro antigo guitarrista dos dEUS, Craig Ward. Som experimetal e avant-garde sem nunca perder o sentido melódico que tanto aprecio na sonoridade da cena musical de Antuérpia. Presto-te vassalagem, oh grande Rudy!
Depois de uma ausência mais ou menos prolongada por motivos de saúde e afins, regresso cheio de vontade para partilhar convosco a melhor descoberta que fiz nos últimos tempos (vá lá, nos últimos 2 meses!). Estou eu falar exactamente de uma senhora italiana de Roma que dá pelo nome de Anna Clementi e que para os fãs do projecto Tosca é a voz feminina que aparece nos trabalhos “Suzuki” e “Delhi 9” do duo austríaco. Ligada a outras formas de arte como o teatro ou cinema, a sua única aventura musical a solo até ao momento deu-se em 2005 com este fantástico “Love Is A Reason” com o acompanhamento dos não menos fantásticos Pigneto Quartet! Neste seu primeiro trabalho, Anna Clementi deixa-se embrenhar pelo jazz, electrónica, contemporânea ou pela “chanson” de Françoise Hardy e cria assim um trabalho ecléctico com excelentes versões de alguns clássicos (“An Occasional Man” da dupla Blare/Martin ou “Tornerai” de Olivieri/Rostelli) e originais da própria Clementi e Pigneto Quartet. O nobre sentido da partilha musical com i ntuito divulgacional e não comercial é demonstrado pela disponibilização integral do álbum no seu site oficial. É só clicar na capa para a magia tomar início.
Se clicaram na capa e foram redireccionados para o site, devem ter reparado no lado direito um link para o vídeo promocional do seu espectáculo ao vivo. Esse vídeo de cerca de 5 minutos é daquelas preciosidades raras e inigualáveis que tive oportunidade de ver em toda a minha vida e por isso disponibilizo aqui o link directo para o seu visionamento. Se carregarem aqui, por favor vejam-no até ao fim e deliciem-se com a postura trágico-teatral de Anna e as surpreendentes variações musicais proporcionadas pelos Pigneto Quartet!
A noite de hoje é de Óscares! Não venho aqui discutir os critérios e mediatismo desta celebração tipicamente americana que sugere uma proporção entre a grandiosidade do evento à escala mundial e a importância do prémio propriamente dito! Venho antes falar um pouco daquele que para mim é sem dúvida o melhor filme em competição na categoria “Best Picture”: Little Miss Sunshine. Little Miss Sunshine é uma comédia dramática que relata a viagem pela América numa carrinha VW “pão-de-forma” de uma família disfuncional a caminho do concurso de beleza infantil “Little Miss Sunshine”. Com o Pai orador motivacional sem grande sucesso, a Mãe stressada, o Avõ toxicodependente, o Tio gay-génio-suicida e o Irmão voluntariamente mudo, a pequena Olive atravessa a América em busca do título que sempre desejou de Little Miss Sunshine.
O filme claro, não seria o mesmo se não o tivesse a acompanhar a excelente banda sonora orientada pelo compositor canadiano Mychael Danna e interpretada na sua maioria pelos DeVotchKa. Banda originária de Denver, Colorado os DeVotchKa são 4 multi-instrumentistas que misturam música de ascendência romena, grega e eslava com estilos tão diversos como o Folk, Bolero e Mariachi. Vale bem a pena escutar com atenção os cinco trabalhos de originais editados até ao momento e desfrutar da introspecção induzida por sonoridades algo próximas de um Yann Tiersen!
Como é óbvio, não vou ficar a pé até de madrugada à espera do veredicto final, mas amanhã quando acordar, das primeiras coisas que irei fazer é ligar o portátil e sintonizá-lo na página oficial do evento na esperança de ter uma boa surpresa semelhante aquela que tive em 26 de Março de 2000 quando o filme “Beleza Americana” chutou para canto toda a concorrência!
"O tempo acelera o amontoamento de máquinas. As hordas cyborguianas multiplicam-se a tempo inteiro. Deêm-nos mais plasma, mais titânio, mais nada até ficarmos polysaturados. Para quando a substituição do suco gástrico pelo ácido corrosivo? E quando é que chegam as armaduras luminosas? Haverão anticorpos que cheguem para tudo?"by PZ
"Disco de autor desfragmentado, despersonalizado, cortado aos bocados entre as perdas de memória. É um conjunto de cenas que compõem um filme, uma máquina que produz uma cronologia delineada por flash-backs e flash-forwards. Foi montado num quarto de brinquedos versão 9.0.6 entre 2002 e 2004. Nos anos 80 o quarto era populado por criaturas que iam saltando de filmes de ficção-cientifica para o imaginário plastificado, hoje em dia é um monte de fios que formam uma rede maquinal montada à volta de propósitos musicais. Dantes fazia-se de conta, hoje fazem-se contas à vida." by PZ
E pronto! Confesso que não sei muito mais sobre este rapaz portuense de escrita mordaz e música oblíqua. Há uns meses atrás ia eu na minha viatura com a habitual Rádio Universitária do Minho (RUM) sintonizada quando começa a passar na rubrica Português Suave este PZ Pimenta. Fiquei atónito! Som completamente novo para mim, alicerçado em fragmentos electrónicos e uma forma de cantar dissonante e arrastada, PZ transporta-nos para uma casa de alterne vazia de gente e cheia de fumo! Música semelhante a esta? Não existe. Só mesmo o próximo trabalho de PZ Pimenta!
Por razões académicas, durante estes últimos dez anos tive por várias vezes a necessidade de fazer as viagens de comboio entre Braga-Porto-Lisboa-Setúbal. Numa rápida retrospectiva, dou-me conta que acompanhei diversos processos evolutivos no nosso país que de outra forma seria impossível: assisti ao nascimento e crescimento da Expo98 e Gare do Oriente, às grandes renovações das Estações de Aveiro e Campanhã, às longas obras de modernização da linha do norte ou ainda à perda de protagonismo dos comboios Inter-Cidades em prol dos Alfa-Pendulares. Ao longo destes anos, a portabilidade da música também sofreu uma transformação profunda que mal ou bem eu fui acompanhando. Ainda me lembro quando em 96 fazia estas viagens agarrado ao meu Walkman da Sony e um saco do Jumbo cheio de cassetes gravadas, depois durante muito tempo foi o discman e uma bolsa da Case Logic que dava para 24 CD's, e nos últimos 3 anos e meio não me meto no comboio sem a minha Creative Jukebox Zen Xtra de 30Gb (o fenómeno ipod passou-me completamente ao lado). O bichinho tem tudo o que sempre desejei, além de não ser da Apple, tem óptimo som, é de fácil utilização e a excelente capacidade de armazenamento permite-me ter para lá música que nunca mais acaba!
Quero com isto dizer que recentemente fiz pela enésima vez o trajecto Campanhã-Oriente e mais uma vez fui com os phones postos a totalidade do tempo de percurso. Para se ter uma ideia, 3h30 dá para ouvir em média 5 álbuns completos, e como o corpo e a mente estavam algo cansados, as escolhas desta vez recaíram sobre sons não muito agressivos e não muito recentes, próprios para um passeio pacato de comboio pelo nosso país! Assim sendo, por ordem de audição, esta viagem teve a seguinte banda sonora:
Tindersticks “Waiting For The Moon” (2003) :: Depois do Simple Pleasure houve uma espécie de hiato criativo só quebrado por este maravilhoso trabalho mais próximo das sonoridades do início de carreira. O violino torna a tomar o protagonismo devido, e aqui foi encontrado um excelente contraponto a Stuart Staples que é a extraordinária voz do violinista Dickon Hinchliffe. Espero que depois de terem acertado no caminho a seguir o continuem, vamos lá ver como é que sai o próximo trabalho lá para meados deste ano.
Télépopmusik “Angel Milk” (2005) :: Apesar de o ter na minha Jukebox desde que saiu, nunca o tinha ouvido como deve ser. Não é tão bom como o “Genetic World” (sempre gostei imenso deste álbum e da forma como me fez ouvir e gostar de hip-hop) mas mantém as sonoridades características do trio. Arranjos orquestrais a fazer lembrar os salões de dança dos anos 30 e ao mesmo tempo as aventuras musicais de David Lynch e Angelo Badalamenti.
Roxy Music “Stranded” (1973) :: Quando falo sobre musica com pessoas mais velhas (tipo os amigos dos meus pais) vejo que a maior parte tem como grandes referências musicais uns Pink Floyd ou uns Supertramp, um Bob Dylan ou Bruce Springsteen e por aí adiante. São cenas porreiras mas que nunca me chamaram devidamente, se tivesse a idade deles teria como grandes referências uns Velvet Underground, um David Bowie ou Scott Walker, ou então uns Roxy Music. Estes gajos eram formidáveis, ouvindo-os 30 anos depois percebe-se o porquê da grandiosidade da obra, é intemporal!
Morrissey “Vauxhall and I” (1994) :: Para mim é O ÁLBUM do homem a solo, melhor até que muitos dos trabalhos da era Smiths. Grandes músicas, soberbamente construídas e interpretadas, musicas que se lhes dermos espaço invadem a atmosfera sem licença. Isto é coisa para ouvir a alto e bom som depois de um dia de trabalho. Espero que a senhora sentada ao meu lado no comboio não tenha ficado incomodada com o meu entusiasmo aquando da sua audição!
Radiohead “Amnesiac” (2001) :: Nunca achei o “OK Computer” o álbum fenomenal apregoado por meio mundo e mais a outra metade, talvez porque para mim a verdadeira revolução tivesse sido dada um ano antes com o “In a Bar Under The Sea” dos dEUS. Diga-se também que tirando o tema “Creep” os Radiohead nunca me tinham passado regularmente pelos ouvidos até sair o “Amnesiac”. Este sim é um álbum a ter e a recordar durante os próximos 20 anos. Não é imediato, cheio de pormenores sonoros e melódicos só descobertos a partir de algumas audições, mas é por isso mesmo que encanta. Soube muito bem entrar em Lisboa ao som de “Like Spinning Plates”.
Possivelmente hoje não trago grandes novidades "novas" ao falar neles, mas o que é facto, é que ultimamente os Long Blondes acompanham-me para quase todo o sítio! Isto é, além das habituais audições a partir do computador lá de casa ou do portátil, dei-me ao trabalho de os converter para .ogg e assim poder ouvi-los nas minhas deslocações a pé, de comboio ou autocarro e pasme-se, ritual que caiu em desuso para mim, gravei um cd-r para até na minha viatura não me faltarem!
The Long Blondes são um quinteto bem catita (3 moças e 2 rapazes) de Sheffield, UK que se entretêm a reavivar algumas correntes passadas tais como o Pós-Punk, New-Wave ou Disco Sound envolvendo isto em ambiências e estéticas cinematográficas como eles tanto gostam. Da mesma terrinha dos saudosos Pulp, não é por acaso que este primeira longa duração é produzido e apadrinhado por Steve Mackey, senhor que ultimamente me tem surpreendido pelo apurado sentido "retro" que imprime naquilo que tem feito (veja-se a colectânea reunida com o compadre Jarvis Cocker em The Trip). Em "Someone To Drive You Home" os Long Blonds fazem um pouco a revisão da matéria adquirida durante estes últimos dois anos de espectáculos e edição de um punhado de singles. Finalizava dizendo que me fazem lembrar os Blondie (e não é só pelo nome!) com os Libertines e Kills debaixo dos lençóis! (Nota: A comparação também poderia ser feita com os Strokes, mas como os cinco de Nova York nunca me entusiasmaram particularmente, não entram aqui para a analogia!).
Escrevi algures que não vou muito à bola com a atitude punk. A afirmação não é totalmente verdadeira e deixo aqui dois bons exemplos que a contrariam:
The Legendary Shack Shakers "Ichabod"
VS Gogol Bordello "60 revolutions"
The Legendary Shack Shakers
Origem: Nashville, Tennessee em 1998 Género: Punk-Rock, Rockabilly, Blues, Polka Sinopse: Bizarria, é o que se pode dizer desta gente. Colonel J.D. Wilkes (composição, voz e harmónica) é a arma de destruição massiva que conduz esta orquestra! http://www.cockadoodledont.com (com algumas músicas em mp3)
Gogol Bordello Origem: New York City, New York em 1999 Género: Punk-Rock, Gypsy, Cabaret Sinopse: Foram descritos como: Clash e Pogues a digladiarem-se na Europa do leste. Não é difícil perceber que são emigrantes daquela zona do globo! http://www.gogolbordello.com(idem idem aspas aspas)
Gina V. d’Orio & Annika Line Trost são as duas saudáveis berlinenses que compõem este exuberante duo denominado por Cobra Killer. Nascidas e criadas pela Digital Hardcore de Alec Empire, o som produzido por estas duas meninas até 2005 resumia-se essencialmente a electro-pop e disco sound de excelente qualidade por sinal! Mais eis que em Outubro de 2005 as moças surpreendem meio mundo ao fazerem integrar nas suas composições uma orquestra de três bandolins (os Kapajkos), um baixo, precursão, teclados vintage (Casios, Korgs, Rolands, etc) e outros instrumentos sonoros não identificados à pimeira audição, transformando aquilo que era selvagem e animal em filigrana medieval. Cobra Killer & Kapajkos “Des Mandolineorchester” mistura o classicismo da instrumentação com o avant-garde da composição, e além disso a capa do álbum é bem interessante!
Para quem como eu aprendeu a tocar órgão na infância, de certeza que se cruzou a dada altura da sua formação com os manuais Órgão Mágico 1, 2, 3, 4, 5 e 6 (penso que ficou por aqui!) do venerável Eurico A. Cebolo. Os livros não eram propriamente bons, mas capas com pastores alemães a tocar órgão ou uma família (o Eurico, a esposa e os seus dois filhos) com os fatinhos de domingo em volta do instrumento não se esquecem facilmente a hão-de permanecer para sempre no meu imaginário. Lembrei-me eu do Eurico quando estava a ver este vídeo hilariante de Doktor Kosmos e a pensar que se o homem visse isto entraria num estado de depressão tal donde só sairia quando o Carlos Castro tivesse um aspecto normal!
És grande Eurico! É uma pena que os teus manuais não se tenham estendido à centena! Graças a Deus deixaste-nos também o Solfejo Mágico, o Acordeão Mágico 1 e 2, a Guitarra Mágica 1, 2 e acordes, o Piano Mágico 1, 2 e 3 e outras pérolas da nossa formação musical!
Doktor Kosmos "Holiday"
Doktor Kosmos Origem: Uppsala, Suécia em 1991 Género: Stylish Pop, Electro-Synth Sinopse: Uje Brandelius é o frontman deste projecto escandinavo que pauta pelo humor “nonsense” e lírica surrealista!
Emergiram de um acampamento cigano em Antuérpia, Bélgica, passaram por Marrocos e antigo Congo Belga e hoje estão instalados no estado de Pernambuco do nordeste brasileiro. Os Think of One denominam-se a si mesmos de “Exploradores Musicais”, e de facto, deve-se pensar neste sexteto belga não como uma banda, mas sim como nómadas que estimulam a troca cultural e musical com os mais diversos povos.
Pense-se em jazz oblíquo, ritmos ciganos, trompetes pujantes, rock à mistura com transe marroquino, samba brasileiro e punk étnico, e fica-se com uma tosca ideia daquilo que esta malta é capaz. Depois do bem sucedido “Chuva em Pó”, 2006 vê nascer “Tráfico”, oitavo original e segundo trabalho com a colaboração de músicos e cantores brasileiros entre os quais a pernambucana Dona Cila do Côco, senhora de 66 anos que se notabilizou a cantar no bairro do Amaro Branco em Olinda. Onde é que será a próxima paragem destes Colombos da Flandres? Ficamos à espera de notícias…
Não sou produtor sonoro nem erudito musical, mas não me parece impossível encontrar semelhanças entre estas duas músicas:
Asylum Street Spankers "Minor Waltz"
VS Kevin Blechdom "Get On Your Knees"
Asylum Street Spankers
Origem: Austin, Texas em 1994 Género: Neo-Swing, Jazz, Dirty Blues Sinopse: Big Band bem humorada da capital texana com influências sonoras e cativantes dos anos 20, 30 & 40.
Kevin Blechdom Origem: San Francisco, California em 2001 Género: Electrónica, Experimental, Glitch Sinopse: Produtora musical ligada a outras formas de arte que se reinventa constantemente e nos surpreende em tudo o que faz.
"Just let you know: Thom Revolver left the basement burning and never went back thank you for all your patience we must say goodbye love, TR" on official place.
Thom Revolver ou o alter-ego de Thomas van Aalten, foram uma espécie de meteorito holandês que caiu na sopa do electroclash em meados de 2002, revolveram com o movimento electrosexualpop e desapareceram 2 anos depois. Gente sexualmente activa em palco (é só dar uma vista de olhos aos vídeos do site oficial), transformavam cada espectáculo numa "rave órgica" de sexo liberal e libertário! Pena é que só nos tenham deixado um EP (One of The Boys) e um longa duração (His Greatest Shit) que espelham bem aquilo que ficou por contar...
Influências: Depeche Mode, Duran Duran, The Human League Próximo a: She Wants Revenge, Ladytron, Aux Raus
Acorda! "é a mais exaustiva recolha de música popular urbana alguma vez realizada em Portugal" in CDGO. 120 músicas de 60 artistas portugueses muitos deles ainda sem qualquer contrato ou edição discográfica. O objectivo é claro, conseguir dinheiro suficiente para remodelar duas salas do serviço de pediatria do Instituto Português de Oncologia e ao mesmo tempo fazer a divulgação daquilo que se tem produzido musicalmente de norte a sul do país.
Além da divulgação de nova música portuguesa e das características de beneficiação, o projecto tem piada por privilegiar o formato mp3 ao invés do áudio normal. Sinais do tempo que a mim muito alegram!
Ovo
The Weatherman Spartak! Buraka Som Sistema Nigga Poison Vicious 5 Linda Martini Dead Combo Old Jerusalem Cacique 97 Tora Tora Big Band Sativa Kumpánia Algazarra Freddy Locks Coca o F.S.M Mazgani Nuno Prata 2008 Rock Group Tiger Sizo Fat Freddy Partisan Seed Houdini Blues Rocky Marsiano Sagas Camarão & Dk O Projecto é Grave! SP/Wilson Sir Scratch Soma Micro Audio Waves Nicorette 1 uik Project Cartell 70 One Sun Tribe SAMP Gaia Beat The Ultimate Architects Novembro Frequency Electric Willow The Soaked Lamb Munchen The Boy With the Broken Leg Genius Loki Hiena Green Machine Tatsumaki Orangotang Monstro mau L-Hyo Woman in Panic Alex Fx Erro! Gnu At Freddy's House Veados com Fome Intermission Oddawn StereoBoy
2006 foi mais um ano rico em produções musicais, sinceramente, hoje em dia temos acesso e/a informação sobre tanta música que é difícil não encontrar aquilo que nos dá mais prazer ouvir. Faço a abordagem sobre este assunto de modo um pouco diferente:
30| PARIS HILTON - Paris :: Ok, é discutível, mas não podia deixar passar aquele que foi o disco "teen pop" mais refrescante da época estival. Agora sim, a menina Paris pode ir para uma festa VIP com o sentimento de dever cumprido!
29| MONSIEUR GAINSBOURG revisited :: Franz Ferdinand, Cat Power, Jarvis Cocker, Mark Almond e muitos outros juntaram-se para este tributo ao colosso da música francesa. A obra deixada por Serge é intemporal!
28| CAT POWER - The Greatest :: Esta senhora não consegue fazer um trabalho medíocre! Igual a si própria, continua em excelente forma. Com esta qualidade, ainda vai andar por cá muitos mais aninhos!
27| THE WORKHOUSE - Flyover :: Música etérea, essencialmente instrumental, que nos transporta simultaneamente para as calotes gélidas da Gronelândia e a tórrida África subsariana.
26| HOWE GELB - Sno Angel Like You :: Longe dos tempos áureos de "Confluence", mantém a veia tucsoniana e o sentido apurado para a composição. Apesar da pequena desilusão, o homem continua a trabalhar bem!
25| TOM WAITS - Orphans: Brawlers, Bawlers & Bastards :: Saído no final do ano, só não está mais lá para a frente por ser um "quase Best Of", o que não é justo para os colegas que partilham com o senhor esta lista!
24| THE SUBMARINES - Declare a New State! :: Primeiro trabalho deste duo de Los Angeles, prima pela musicalidade "soft" não se tornado cansativo por isso. Este foi porreiro, vamos lá ver como é que sai o próximo!
23| THE DRESDEN DOLLS - Yes, Virginia :: Adoro pianos! E quando temos excelentes pianadas a conviver com música "alternativa" de qualidade, o resultado dá nisto! Melodia com "nuances"!
22| BEIRUT - Gulag Orkestar :: Sons dos Balcãs sem ser dos Balcãs. O que mais me impressionou foi a maturidade que um puto de 19 anos pode atingir musicalmente. Ah grande Zach Condon, tu fazes a festa toda rapaz!
21| MATT ELLIOTT - Failing Songs :: Na mesma linha dos dois trabalhos anteriores, estas "failing songs" não são falha nenhuma, pelo contrário, acertam no âmago! Para ouvir às escuras e sem crianças por perto!
20| REGINA SPEKTOR - Begin to Hope :: Pode-se dizer que vai buscar influências a P.J. Harvey, Diamanda Galás, Tori Amos ou An Pierlé. É verdade! E talvez por isso é que me deu tanto gosto ouvi-la!
19| THE RED KRAYOLA - Introduction :: Nesta vida desde finais dos anos 60, ainda continuam a mostrar à miudagem como é que é isto de fazer música de qualidade invejável! Não é por acaso que se chama "Introdução"!
18| A HAWK AND A HACKSAW - The Way the Wind Blows :: Acordeões, Violinos e Trompetes, é redutor dizer que são uma banda de fanfarra, são muito mais que isso! Nota-se que há aqui formação clássica. Obrigado ao meu amigo David por me dar a conhecer esta pérola!
17| WOVEN HAND - Mosaic :: Mais introspectivo e negro que os antecessores, eleva as raízes de 16 Horsepower à quarta dimensão! Música medieval do séc. XXI?
16| SCOTT WALKER - The Drift :: Génio que dispensa apresentações, surge em 2006 depois de um interregno de 7 anos. Já se sabia que era complicado bater o "Tilt", que para mim é um dos 5 melhores álbuns de sempre, mas pode-se dizer que andou lá próximo.
15| THE LEGENDARY TIGER MAN - Masquerade :: O que dizer, músico de profissão, performer por vocação! Se fosse americano era Rei!
14| SHE WANTS REVENGE - She Wants Revenge :: Posição polémica para estes supostos "plagiadores" de Depeche Mode. Quando a imitação é bem feita e mesmo assim nos consegue soar a fresco, então só temos que agradecer!
13| CANSEI DE SER SEXY - Cansei de Ser Sexy :: Pois é! Foi amor à primeira audição, álbum que percorre a música de dança desde os áureos anos 80 até aos nossos dias. Para ouvir na discoteca, no autocarro ou na casa dos avós! É como um canivete suíço...
12| BALLA - A Grande Mentira :: Há génios em Portugal e a maioria nem os topa! Se existisse o prémio, o Armando Teixeira merecia o Nobel pela brilhante carreira que tem feito e pela música que nos tem proporcionado!
11| WHITE WHALE - Wwi :: Existe qualquer coisa na música destes gajos que me deixa inebriado! Foram comparados a "Decemberists" o que para mim é completamente falso, são muito mais complexos que isso. Só para adultos!
10| THE BLACK HEART PROCESSION - The Spell :: Na linha do antecessor "Amore del Tropico", continuam a manter a fasquia altíssima. Esta gente é tão certa como a fatalidade da vida, temos a certeza que não nos vão desiludir no próximo trabalho!
9| HARDKANDY - Last to Leave :: Para quem é fã incondicional do downtempo este foi o álbum do ano. Soul, jazz e gospel em doses laboratoriais, é impossível passar ao lado de tamanha demonstração de classe! Os Zero 7 já lá vão.....
8| THE TRIP by Jarvis Cocker & Steve Mackey :: O vocalista e baixista dos extintos Pulp reuniram autênticas preciosidades retro naquela que é talvez a melhor compilação dos últimos tempos. Não é que precise, mas o Tarantino tem aqui dois preciosos auxiliares para as suas OST's!
7| QUASI - When the Going Gets Dark :: BluesRock distorcido em todo o seu esplendor! No meio de toda a entropia criada é óptimo poder identificar os rasgos melódicos das teclas de Sam Coomes. Uma espécie de Medicine, White Stripes e "Outside" do David Bowie no mesmo tacho!
6| JOANNA NEWSOM - Ys :: De todos os álbuns aqui presentes, este deve ser aquele que reune maior consenso. Não deve haver uma review de 2006 que não tenha esta menina nos lugares cimeiros. Cinco peças medievais para ouvir enquanto estiver a ler Shakespeare na biblioteca do seu castelo!
5| DEAD COMBO - Quando a Alma Não é Pequena :: Portugal, Argentina, México, Oeste americano, Roménia ou Andaluzia. Quer ir até algum destes sítios? Não se preocupe, os Dead Combo levam-no lá! Se não quer, não se preocupe, os Dead Combo trazem-nos cá!
4| TV ON THE THE RADIO - Return to The Cookie Mountain :: Já muito se escreveu sobre este quinteto de Brooklyn, NY. Mais homogéneo que o trabalho anterior, conseguiram sem surpresa, ser uma muito boa surpresa. Salvo as respectivas diferenças, foram junto com os Quasi aqueles que mais me deram que pensar sobre o que ouvia. Universo Kubrickiano e Animatrix vêm-me à memória, vá-se lá perceber porquê!
3| FUJIYA & MIYAGI - Transparent Things :: Nome catita para estes DJ's de Brighton, UK. Aproveitamento perfeito do legado deixado pela electrónica germânica dos finais de 60 inícios de 70. Se você é um tuning e o seu veículo está bem apetrechado com sistema sonoro, então deixe-se de ouvir as colectâneas da Kadoc e respire estilo e personalidade com Fujiya & Miyagi a alto e bom som!
2| DANIELSON - Ships :: É natural que durante as primeiras audições não se goste da voz aguda e por vezes estridente de Daniel Smith, mas vale bem a pena insistir! Possuidor de diversos heterónimos patente nos projectos Tri-Danielson, Danielson Famile ou Br.Danielson, Daniel Smith pega nos croquis das suas experiências passadas e regista aqui aquela que é sem dúvida a sua obra maior. Encare a audição deste disco como de uma ópera-rock se tratasse e vai ver que não se arrepende!
1| TAP TAP - Lanzafame :: Arcade Fire meets Beach Boys na cave lá de casa! Deve haver muita pouca gente que me apoia nesta escolha para o lugar de topo, mas não ficava bem comigo próprio se não elegesse aquele que foi sem dúvida o álbum que mais prazer me deu descobrir este ano. Thomas Sanders dá-nos trinta minutos de música imperfeita e surpreendente tal como Gaudí nos deu a Casa Milá e a Sagrada Família. Alguém escreveu que ouvir Tap Tap relembra-nos o porquê da paixão pela música. Não podia estar mais de acordo!