sábado, 16 de dezembro de 2006

e mais um....

2006 foi mais um ano rico em produções musicais, sinceramente, hoje em dia temos acesso e/a informação sobre tanta música que é difícil não encontrar aquilo que nos dá mais prazer ouvir.
Faço a abordagem sobre este assunto de modo um pouco diferente:



30| PARIS HILTON - Paris :: Ok, é discutível, mas não podia deixar passar aquele que foi o disco "teen pop" mais refrescante da época estival. Agora sim, a menina Paris pode ir para uma festa VIP com o sentimento de dever cumprido!

29| MONSIEUR GAINSBOURG revisited :: Franz Ferdinand, Cat Power, Jarvis Cocker, Mark Almond e muitos outros juntaram-se para este tributo ao colosso da música francesa. A obra deixada por Serge é intemporal!

28|
CAT POWER - The Greatest :: Esta senhora não consegue fazer um trabalho medíocre! Igual a si própria, continua em excelente forma. Com esta qualidade, ainda vai andar por cá muitos mais aninhos!

27| THE WORKHOUSE - Flyover :: Música etérea, essencialmente instrumental, que nos transporta simultaneamente para as calotes gélidas da Gronelândia e a tórrida África subsariana.

26| HOWE GELB - Sno Angel Like You :: Longe dos tempos áureos de "Confluence", mantém a veia tucsoniana e o sentido apurado para a composição. Apesar da pequena desilusão, o homem continua a trabalhar bem!

25
| TOM WAITS - Orphans: Brawlers, Bawlers & Bastards :: Saído no final do ano, só não está mais lá para a frente por ser um "quase Best Of", o que não é justo para os colegas que partilham com o senhor esta lista!

24| THE SUBMARINES - Declare a New State! :: Primeiro trabalho deste duo de Los Angeles, prima pela musicalidade "soft" não se tornado cansativo por isso. Este foi porreiro, vamos lá ver como é que sai o próximo!

23|
THE DRESDEN DOLLS - Yes, Virginia :: Adoro pianos! E quando temos excelentes pianadas a conviver com música "alternativa" de qualidade, o resultado dá nisto! Melodia com "nuances"!

22| BEIRUT - Gulag Orkestar :: Sons dos Balcãs sem ser dos Balcãs. O que mais me impressionou foi a maturidade que um puto de 19 anos pode atingir musicalmente. Ah grande Zach Condon, tu fazes a festa toda rapaz!

21| MATT ELLIOTT - Failing Songs :: Na mesma linha dos dois trabalhos anteriores, estas "failing songs" não são
falha nenhuma, pelo contrário, acertam no âmago! Para ouvir às escuras e sem crianças por perto!



20| REGINA SPEKTOR - Begin to Hope :: Pode-se dizer que vai buscar influências a P.J. Harvey, Diamanda Galás, Tori Amos ou An Pierlé. É verdade! E talvez por isso é que me deu tanto gosto ouvi-la!

19| THE RED KRAYOLA - Introduction :: Nesta vida desde finais dos anos 60, ainda continuam a mostrar à miudagem como é que é isto de fazer música de qualidade invejável!
Não é por acaso que se chama "Introdução"!

18| A HAWK AND A HACKSAW - The Way the Wind Blows :: Acordeões, Violinos e Trompetes, é redutor dizer que são uma banda de fanfarra, são muito mais que isso! Nota-se que há aqui formação clássica. Obrigado ao meu amigo David por me dar a conhecer esta pérola!

17| WOVEN HAND - Mosaic :: Mais introspectivo e negro que os antecessores, eleva as raízes de 16 Horsepower à quarta dimensão! Música medieval do séc. XXI?

16| SCOTT WALKER - The Drift :: Génio que dispensa apresentações, surge em 2006 depois de um interregno de 7
anos. Já se sabia que era complicado bater o "Tilt", que para mim é um dos 5 melhores álbuns de sempre, mas pode-se dizer que andou lá próximo.

15| THE LEGENDARY TIGER MAN - Masquerade :: O que dizer, músico de profissão, performer por vocação! Se fosse
americano era Rei!

14|
SHE WANTS REVENGE - She Wants Revenge :: Posição polémica para estes supostos "plagiadores" de Depeche Mode. Quando a imitação é bem feita e mesmo assim nos consegue soar a fresco, então só temos que agradecer!

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3| CANSEI DE SER SEXY - Cansei de Ser Sexy :: Pois é! Foi amor à primeira audição, álbum que percorre a música de dança desde os áureos anos 80 até aos nossos dias. Para ouvir na discoteca, no autocarro ou na casa dos avós! É como um canivete suíço...

12| BALLA - A Grande Mentira :: Há génios em Portugal e a maioria nem os topa! Se existisse o prémio, o Armando Teixeira merecia o Nobel pela brilhante carreira que tem feito e pela música que nos tem proporcionado!

11| WHITE WHALE - Wwi :: Existe qualquer coisa na música destes gajos que me deixa inebriado! Foram comparados a "Decemberists" o que para mim é completamente falso, são muito mais complexos que isso. Só para adultos!



10| THE BLACK HEART PROCESSION - The Spell :: Na linha do antecessor "Amore del Tropico", continuam a manter a fasquia altíssima. Esta gente é tão certa como a fatalidade da vida, temos a certeza que não nos vão desiludir no próximo trabalho!

9| HARDKANDY - Last to Leave :: Para quem é fã incondicional do downtempo este foi o álbum do ano. Soul, jazz e gospel em doses laboratoriais, é impossível passar ao lado de tamanha demonstração de classe! Os Zero 7 já lá vão.....

8| THE TRIP by Jarvis Cocker & Steve Mackey :: O vocalista e baixista dos extintos Pulp reuniram autênticas preciosidades retro naquela que é talvez a melhor compilação dos últimos tempos. Não é que precise, mas o Tarantino tem aqui dois preciosos auxiliares para as suas OST's!

7| QUASI - When the Going Gets Dark :: BluesRock distorcido em todo o seu esplendor! No meio de toda a entropia criada é óptimo poder identificar os rasgos melódicos das teclas de Sam Coomes. Uma espécie de Medicine, White Stripes e "Outside" do David Bowie no mesmo tacho!

6| JOANNA NEWSOM - Ys :: De todos os álbuns aqui presentes, este deve ser aquele que reune maior consenso. Não deve haver uma review de 2006 que não tenha esta menina nos lugares cimeiros. Cinco peças medievais para ouvir enquanto estiver a ler Shakespeare na biblioteca do seu castelo!

5| DE
AD COMBO - Quando a Alma Não é Pequena :: Portugal, Argentina, México, Oeste americano, Roménia ou Andaluzia. Quer ir até algum destes sítios? Não se preocupe, os Dead Combo levam-no lá! Se não quer, não se preocupe, os Dead Combo trazem-nos cá!

4| TV ON THE THE RADIO - Return to The Cookie Mountain :: Já muito se escreveu sobre este quinteto de Brooklyn, NY. Mais homogéneo que o trabalho anterior, conseguiram sem surpresa, ser uma muito boa surpresa. Salvo as respectivas diferenças, foram junto com os Quasi aqueles que mais me deram que pensar sobre o que ouvia. Universo Kubrickiano e Animatrix vêm-me à memória, vá-se lá perceber porquê!


3| FUJIYA & MIYAGI - Transparent Things :: Nome catita para estes DJ's de Brighton, UK. Aproveitamento perfeito do legado deixado pela electrónica germânica dos finais de 60 inícios de 70. Se você é um tuning e o seu veículo está bem apetrechado com sistema sonoro, então deixe-se de ouvir as colectâneas da Kadoc e respire estilo e personalidade com Fujiya & Miyagi a alto e bom som!


2| DANIELSON - Ships :: É natural que durante as primeiras audições não se goste da voz aguda e por vezes estridente de Daniel Smith, mas vale bem a pena insistir! Possuidor de diversos heterónimos patente nos projectos Tri-Danielson, Danielson Famile ou Br.Danielson, Daniel Smith pega nos croquis das suas experiências passadas e regista aqui aquela que é sem dúvida a sua obra maior. Encare a audição deste disco como de uma ópera-rock se tratasse e vai ver que não se arrepende!

1| TAP TAP - Lanzafame :: Arcade Fire meets Beach Boys na cave lá de casa! Deve haver muita pouca gente que me apoia nesta escolha para o lugar de topo, mas não ficava bem comigo próprio se não elegesse aquele que foi sem dúvida o álbum que mais prazer me deu descobrir este ano. Thomas Sanders dá-nos trinta minutos de música imperfeita e surpreendente tal como Gaudí nos deu a Casa Milá e a Sagrada Família.
Alguém escreveu que ouvir Tap Tap relembra-nos o porquê da paixão pela música. Não podia estar mais de acordo!

4 comentários:

psilva disse...

Muito poético Nelson...

Carla disse...

Muito bem Nelson:) Com direito a descrição e tudo! Boas escolhas e bom trabalho;)

Nuno Moura disse...

6 albuns em comum :). Bom trabalho e excelente post.
abraço

Anónimo disse...

O pupilo humildemente agradece a referência do grande mestre! :P
David